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A literatura infantojuvenil contemporânea

No Livro “A verdadeira História dos Três Porquinhos”, o autor Jon Scieska dá voz ao Lobo Mal contar a sua versão dos acontecimentos. Alguns...

No Livro “A verdadeira História dos Três Porquinhos”,
o autor Jon Scieska dá voz ao Lobo Mal contar a sua versão dos acontecimentos.

Alguns movimentos artísticos (e/ou literários) surgem com características pré-estabelecidas. Em outros casos as características comuns de alguns artistas vão formando com o tempo um movimento. E as características que vão se destacando tem a ver com um contexto histórico-social. Estas classificações na maioria das vezes são de cunho educativo, para facilitar os estudos sobre as mudanças ocorridas no tempo.

Tempo vai, tempo vem. As pessoas mudam. A sociedade muda. As tendências vão e vem como maré obedecendo a um contexto histórico-social que é como a lua. Olhando a linha do tempo a partir destas classificações, fica mais fácil de entender porque movimentos libertários acontecem em tempos de ditaduras.

Geralmente é chamado de contemporâneo o momento mais próximo da data atual (claro). Mas pensando que esta data atual vai se distanciar com o tempo (naturalmente), no futuro outras classificações serão criadas para diferenciar o que antes foi chamado de contemporâneo e que não possuía classificações específicas por não ter um distanciamento temporal. Assim, é melhor ter um distanciamento temporal para estudar a história humana, pois as provas serão muito mais claras.

Pensando nestas mudanças de características com o tempo, fui em busca de artigos para saber melhor como a Literatura Infantojuvenil é tratada na contemporaneidade. Encontrei o artigo Literatura infanto-juvenil comtemporânea: texto/contexto–caminhos/descaminhos, de 1999 escrito pela Rosa Maria Cuba Riche que na época era professora da Universidade Federal Fluminense. De 1999 para 2011 algumas coisas podem ter mudado.

Enumerei algumas características que achei interessante sobre o assunto, são elas:
  • A produção é heterogênea, com grande diversidade temática, havendo uma tendência voltada para a discussão de questões existenciais;
  • Outra forma de revisitar antigos textos e estilos é através da parodia, a partir da linhagem dos contos de fada. Situações e valores cristalizados pela história são retomados num outro texto que inverte o sentido do texto original e com ele dialoga numa espécie de contracanto. Trata-se de um jogo intertextual, em que um texto se opõe diretamente ao original. Ao inverter, promove uma re-apresentação da voz do outro que ficou recalcada, uma nova maneira de ler o convencional, um processo de liberação do discurso;
  • O humor e a ironia também estão presentes;
  • A narrativa contemporânea nem sempre é linear, toma-se fragmentada, ganha um tom memorialista;
  • A fragmentação da narrativa exige uma maior participação do leitor que deve preencher os "espaços vazios", o não dito, os silêncios deixados no texto com sua história de vida, suas experiências pessoais e sua bagagem ou repertório de leituras;
  • As obras propõem situações a serem resolvidas pelo leitor de diferentes modos ao invés de oferecer-lhe soluções com respostas fechadas;
  • O processo de produção da narrativa, o como narrar, torna-se mais importante do que a mera seqüência de fatos ou ações vividas pelas personagens;
  • A metalinguagem e a intertextualidade presentes nos textos aproximam essa literatura [infanto-juvenil] das obras não infantis. Outro aspecto a observar é o lugar e o papel do narrador que perde a onipotência e a onisciência do ponto de vista tradicional;
  • Outras vezes o narrador sai de cena e deixa a mercê dos personagens a representação de seus dramas pessoais;
  • A linguagem torna-se mais coloquial e vira tema de histórias;
  • Os personagens tipos como rei e princesas reaparecem;
  • Recuperação não só as fontes originais dos contos de fada como também diálogos com a contestação dos gêneros. O poder masculino em contraposição à sensibilidade feminina e às relações feminino e masculino numa sociedade racional e consumista;
  • Uma literatura com um olhar feminino ganha espaço;
  • Real cotidiano ganha relevância;
  • O aborto, o estupro, o menor abandonado, a separação de pais, os preconceitos, a morte, as diferentes nuances de violência, o trágico, visto aqui no seu sentido mais amplo, convivem alternadamente coma fantasia do imaginário dos contos de fada;
  • Vale ressaltar que cresce a cada dia o número de obras traduzidas endereçadas a esse público [infantojuvenil], o que possibilita ao leitor brasileiro entrar em contato com culturas diferentes da sua;
  • A ilustração acompanha a multiplicidade de tendências do texto e recupera as raízes brasileiras;
Para saber mais sobre o assunto recomendo que leia o artigo na íntegra disponível aqui (está em pdf e marcado os trechos que utilizei nesta postagem)


Ilustração de Lane Smith

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Santiago Régis

Santiago Régis
Santiago Régis nasceu em Imperatriz do Maranhão. Morou em terras maranhenses por 13 anos numa cidadezinha chamada Davinópolis. Mudou-se para Goiânia e morou por lá durante 11 anos. Ingressou na Faculdade de História da UFG-GO, mas logo abandonou o curso para seguir a carreira de Artes Plásticas, na mesma universidade. No mesmo período aproveitou várias disciplinas livres na Faculdade de Letras o que proporcionou, em toda a sua produção, o estreito laço entre Artes Visuais e Literatura. Suas ilustrações já estiveram em paredes de galerias, molduras, estampas, cartazes e principalmente em páginas de livros.

santiagoregis@gmail.com

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Santiago Régis: A literatura infantojuvenil contemporânea
A literatura infantojuvenil contemporânea
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